O mundo financeiro é cheio de nuances e detalhes que às vezes podem passar despercebidos pelas pessoas e induzi-las a tomarem decisões equivocadas que custam muito caro, e podem levá-las a ter problemas sérios que afetam diretamente sua tranquilidade financeira.
Entre esses problemas, o endividamento é um dos mais delicados, principalmente quando ele extrapola o limite da normalidade (se é que isso existe) e passa a ser caracterizado como um superendividamento, que é basicamente um estágio bem avançado das dívidas.
O reflexo disso é muita dor de cabeça, preocupação e vários danos para sua qualidade de vida e saúde financeira. Mas a boa notícia é que existe uma luz no fim do túnel, mais precisamente uma lei que dá a possibilidade de você renegociar suas dívidas em termos mais favoráveis.
Ter uma vida financeira equilibrada e livre de dívidas é o mundo perfeito para qualquer pessoa, mas infelizmente muitas se deparam com situações que fogem do seu controle, exigindo atenção para seus gastos e a maneira como organizam seu dinheiro.
O superendividamento é uma dessas situações e ocorrem quando as obrigações financeiras de uma pessoa atingem um ponto em que não podem mais ser gerenciadas de forma sustentável por causarem danos que vão além da dificuldade financeira.
Inclusive, existem vários dados e estudos relacionados ao superendividamento que demonstram como ele está diretamente ligado a níveis mais elevados de estresse, podendo ter um impacto severo na saúde mental. Quer um exemplo? É só analisarmos dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de 2022, em que 14,7 milhões são caracterizadas como "endividados de risco". Isto é, que estão superendividados.
E como uma pessoa consegue alcançar o superendividamento? As causas podem ser diversas, incluindo a má gestão financeira, desemprego ou redução de renda, gastos excessivos e falta de controle sobre as finanças, além de empréstimos imprudentes e eventos imprevistos.
Mas é importante ressaltar que isso não é um padrão, viu?!
Afinal de contas, ele também pode ser causado pela combinação desses elementos de uma única vez, prejudicando sua capacidade de construir um patrimônio sólido e promissor.
Às vezes, o dinheiro pode te enviar sinais sutis de alerta antes de chegar ao ponto de superendividamento. Por isso, identificar esses indícios precoces, conhecidos como pré-superendividamento, é crucial para manter o controle financeiro e evitar problemas graves.
Vamos explorar alguns desses sinais que podem indicar que é hora de tomar medidas para proteger suas finanças e evitar que elas se descontrolem? Confira:
No complexo mundo das finanças pessoais, evitar o superendividamento e encontrar formas de sair dessa situação são passos cruciais para alcançar a estabilidade financeira, mas antes de explorar estratégias específicas, você sabia que existe uma lei sobre o superendividamento que pode te ajudar a superar esse momento financeiro turbulento?
Conhecida como Lei do Superendividamento ou 14.181/21, ela é uma aliada importante nessa jornada, pois oferece proteção e diretrizes legais que podem ser valiosas para você enfrentar seus desafios financeiros, tornando o processo de renegociação mais favorável.
Agora, confira algumas estratégias para evitar o superendividamento ou sair dele de uma vez:
O primeiro passo é entender sua situação financeira. Crie um orçamento detalhado que liste suas receitas e despesas. Isso ajudará a identificar onde seu dinheiro está indo e onde você pode economizar. Em seguida, siga um plano financeiro que permita que você direcione seu dinheiro de forma eficaz, priorizando o pagamento de dívidas.
Tente evitar o ato de recorrer a empréstimos desnecessários ou com altas taxas de juros. Seja cauteloso ao usar crédito e só tome empréstimos quando for realmente necessário e você puder pagar as prestações sem comprometer seu orçamento.
Ter uma reserva de emergência é fundamental para enfrentar imprevistos financeiros sem recorrer a dívidas. Tente economizar um valor equivalente a três a seis meses de despesas básicas para garantir estabilidade em momentos de crise.
Se você costuma utilizar muito o cartão de crédito, considere reduzir seu uso pela metade. Isso ajudará a controlar os gastos e evitará a acumulação de dívidas com altas taxas de juros. Pague o saldo integral do cartão sempre que possível.
Se você se encontra em uma situação complicada de superendividamento, não hesite em procurar aconselhamento financeiro profissional. Organizações de aconselhamento financeiro podem te ajudar a elaborar um plano de recuperação e negociar com credores em seu nome.
👉 Saia do vermelho: como negociar dívida e recuperar a sua saúde financeira
No universo financeiro, compreender o superendividamento é crucial para evitar armadilhas que afetam drasticamente sua qualidade de vida e a saúde mental. Por isso, priorizar a prevenção por meio de hábitos financeiros responsáveis, como o estabelecimento de orçamentos sólidos, evitando empréstimos desnecessários e recorrendo a bancos digitais com eficientes ferramentas de gestão financeira, é a abordagem mais sábia.
Com consciência financeira e ações proativas, é possível evitar as armadilhas do superendividamento e construir um futuro financeiro seguro e estável.
💡 Leia também:
Score de crédito: o que é e por que ele é tão importante?
Linha de crédito Mercado Pago: compre parcelado sem precisar do seu cartão
Agora Vai com Nath: descubra as vantagens da linha de crédito
Birô de crédito: o que é e como funciona?
Linha de Crédito Mercado Pago: 4 opções para você